Entre a preguiça e a potência: IA e epistemologia jurídica.

11 | setembro | 2026 11 | 09 | 2026 Publicações Artigos de Opinião, Destaques na Home

Bruno Bioni e Mariana Lucena publicaram, no JOTA, um artigo que discute os efeitos do uso crescente de inteligência artificial (IA) generativa sobre a produção de conhecimento no Direito.

A partir de diferentes fontes, destacadamente o estudo “Your Brain on ChatGPT”, do MIT Media Lab; a pesquisa de Acemoglu, Kong e Ozdaglar sobre os efeitos da IA na produção de conhecimento e a análise da CEPI FGV de Direito de São Paulo sobre o uso de IA generativa por profissionais do Direito, os autores discutem como a incorporação dessas tecnologias na justiça brasileira pode produzir efeitos coletivos sobre a construção do conhecimento jurídico. A análise também é complementada pelo exame de referências normativas, como a Resolução nº 615/2025 do CNJ, a Recomendação nº 001/2024 e o Provimento nº 205/2021 da OAB.

Um dos pontos centrais do artigo é:

“(…) o risco da IA no Direito nunca foi apenas alucinar (inventar jurisprudência ou citar uma lei que não existe, por exemplo).”

Afinal, para os autores, o problema pode ser mais silencioso e mais profundo. O uso de mecanismos de IA pode trazer consequências nocivas para a epistemologia jurídica, ao reduzir o esforço cognitivo empregado na resolução de problemas concretos. 

A preocupação central reside, assim, na transformação de um sistema jurídico que passa a produzir, cada vez mais, peças e decisões sem a efetiva construção de um conhecimento genuinamente novo.

Ficou curioso para entender melhor essa discussão? Você pode conferir o artigo na íntegra aqui.